05/12/2015

Sonho

Uma luz tênue decora a parede
no escuro quarto há apenas
as linhas refletidas da janela
um móvel antigo em que guardo meus pertences
teu corpo e o meu.
Dormimos o sono dos vencidos
e existe em nós a possibilidade de renovação
uns sonhos compartilhados
além de tua respiração, franca como teus olhos
e os meus, guardando teu corpo.
Embora haja noite, temos o dia pela frente
- esse mesmo que surge pela janela riscada pelas grades:
 Um sol rompendo nossos trópicos.
Há em ti, naquilo que não dizes, a mesma beleza 
De um céu que não se anuncia
E ficamos os dois, afinal, nesse lastro
                                                               [de tempo, espaço e amor
Que se nos invade de mansinho, pé ante pé.

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