04/04/2015

Poema amargurado

Às vezes sou triste
Como o acorde Em7
E ando por aí
Tropeçando em mim mesmo
Atravessando vias recapeadas
Até que chega a noite
E com ela suas tramas
Que me envolvem e me furtam
De um claro desejo novo
Das coisas que há em mim

Às vezes sou triste
E assovio Rômulo Fróes
Desvio de poças d'água
E também desses pensamentos
Que querem me atropelar
Como se atropela um plano
Um toque um verso esquecido
Me equilibro buscando
Os pés no chão
As mãos nos bolsos
Caminhando entre vielas
De mim mesmo

Eu sou meu país
Meu rei e carrasco
E legislo:

Faço as leis

e sinto apenas.





Um comentário:

  1. Somos mestre do mundo quando soms mestres de nós mesmos. Gostei.

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