04/01/2015

Poema Inconcluso

Da janela em que me encontro
-Gradeada
Atravessado por uma luz cava
Vejo o que o espaço me permite ver:
Dorme, nas varandas dos altos prédios
e também nas torres de comunicação
(em aviões noturnos que se despedem talvez)
O teu nome que não cabe em minha boca.

Ao redor
(É noite, cambaleia a luz
os sonhos e estrelas cambaleiam)
Tenho um pressentimento de véspera
Percebo o mundo com seus estratagemas
Sorrio ao acaso que me abandona
E encerro as pálpebras de ferro e vidro
Estou só
Mas há em mim
o silêncio do que vive.

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