20/01/2015

Gesto para um poema

Afinal, ficamos assim
Não dissemos palavra
E não coube um nome
Embora tuas unhas vermelhas 
                                    [desposassem minha pele
                                    [e a noite aparecesse 
(com ela tua partida).

Permanecemos, gente
Com nossas incertezas
Haveria título para o desconcerto das horas?

Éramos contratempo
E também em teus versos
 - Aqueles que não cantavas, sonhavas
Nos dissipamos no espaço de memórias:

Sobre a escrivaninha, no armário confuso

No teu afago de amanhã.

Quando vinhas
(Tua boca repleta de outras noites)
Trazias nas mãos tua oferta espontânea:
O gesto que adorna e embala
Estrelas que contei.




Nenhum comentário:

Postar um comentário